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JULIA EQUI

Eu me chamo Julia Equi, sou fotógrafa e diretora de fotografia.

Nasci no Rio de Janeiro, em 1980 e ganhei do meu pai, aos três anos de idade, uma olympus trip que foi minha companheira durante muitos anos. Talvez, desse incentivo, tenha vindo o constante exercício do olhar. Através, primeiramente, da fotografia still e depois, já mais velha, através do cinema.

A fotografia é o capturar de um momento que a gente nem vê, quando o obturador abre e fecha é um instante em que nos tornamos cegos, instante que imaginamos, daí sempre a surpresa da foto. Vemos, mas não vemos.

É uma alegria pra mim a arte da fotografia, me causa uma emoção inerente, ver fotos e ter as minhas vistas. É uma troca maravilhosa entre olhares, de quem fez a foto, de quem está vendo. O objeto se torna o sujeito, é único.

Ao longos dos anos fui percebendo a fotografia se aprimorar em mim, fui conhecendo o meu próprio olhar, fui trocando de instrumentos, experimentando filmes. Hoje, com o digital, descobri uma dualidade maravilhosa entre o analógico e o virtual, continuo usando ambos os meios, descobrindo que um instante realmente tocante independe do artifício usado para captá-lo.

Quando comecei a fazer cinema, em 1999, continuei fotografando o entorno de um set de filmagem. Nunca vou conseguir abandonar a fotografia fixa. Me ajuda com o cinema, como se fossem 24 fotos por segundo registrando os minutos marcantes de uma cena.

Participei de uns trinta de cinco longas-metragem, incontáveis comerciais, documentários, clipes de musica, dvds. E de algumas exposições ao longo de 17 anos.

O que busco no meu trabalho, se é que vou saber realmente, é identificar partes de um todo, é perceber algum sentimento que estejam me dando e eu tive a sensibilidade o suficiente de registrar. Tenho percebido que fotografo muitas pessoas, mas que gosto que permaneçam incógnitas, corto rostos, tento reformar o corpo humano. O mistério na fotografia me agrada muito.